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Vacinas (III): Hepatite B

          Seguindo nossa série sobre vacinas, resumiremos uma das vacinas aplicadas mais precocemente no bebê: contra hepatite B.

          Segundo a Organização Mundial de Saúde, há mais de 300 milhões de pessoas com hepatite B em todo o mundo, totalizando quase 1 milhão de óbitos por ano. Esses dados são angustiantes, principalmente por haver uma vacina segura e altamente eficaz.

 

O que previne?

 

          O foco é hepatite B. Acaba prevenindo também hepatite D  e carcinoma hepatocelular (câncer de fígado). 

 

De que é feita?

 

          De antígenos (partes do vírus que geram resposta imune) da superfície do vírus purificado, obtidos por engenharia genética. Sendo assim, é uma vacina inativada, motivo pelo qual não é capaz de provocar a doença.   Em sua composição, há hidróxido de alumínio e cloreto de sódio. Algumas podem conter timerosal, 

          

Quais são as indicações?

 

          Indicada para pessoas de qualquer faixa etária. Deve ser  aplicada, preferencialmente, nas primeiras 12-24h após o nascimento, em conjunto a BCG. Gestantes não vacinadas devem ser prioridades para vacinação. 

 

E as contraindicações?

 

          Vacina bastante segura, deve ser evitada apenas naqueles que tiveram reações anafiláticas à dose anterior ou púrpura trombocitopênica (queda no número de plaquetas).

 

Como deve ser aplicada?

 

          A via de administração é a intramuscular. Nos adultos é aplicada no braço. Em crianças pequenas, na parte lateral da coxa. Pessoas que sofrem de distúrbios hemorrágicos que impedem a injeção intramuscular, podem receber por via subcutânea, apesar da menor capacidade de imunização. Pelo mesmo motivo, a região glútea deve ser evitada.

          Recém-nascidos devem receber 4 doses, sendo:

  • 1ª dose; ao nascer;

  • 2ª dose: aos 30 dias de vida;

  • 3ª dose: aos 2 meses de nascido;

  • 4ª dose: aos 6 meses de idade.

          Adultos imunocompetentes recebem 3 doses:

  • 1ª: a qualquer momento;

  • 2ª: 30 dias após a primeira;

  • 3ª: 6 meses após o início da vacinação.

          Imunossuprimidos, recebem quatro doses com o dobro do volume.

          Para visualizar o calendário de imunização, clique aqui.

 

Reações adversas

 

          Como já citado, a vacina é bastante segura. Dor e vermelhidão no local da aplicação podem ocorrer, de curta duração. Algumas pessoas podem ter febre baixa, que dificilmente dura mais de 24h. anafilaxia e púrpura trombocitopênica são bastante raras, em menos de 0,01% dos vacinados.

 

Está disponível no SUS?

 

          Sim, nas unidades básicas de saúde. Há apresentação isolada e em combinação com outras vacinas: DTPa-VIP-HBHib, DTPw-Hb/Hib, além da vacina combinada contra hepatite A e B.

 

REFERÊNCIAS

 

1- Brasil, Ministério da Saúde do. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. – 4. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014.

 

2- BALLALAI, Isabella; BRAVO, Flavia (Org.). Imunização: tudo o que você sempre quis
saber. Rio de Janeiro: RMCOM, 2016.

 

3- Organização Mundial de Saúde. Disponível em: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs204/en/. Acessado em 11/03/18.

 

4- Brasil, Ministério da Saúde. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/07_0044_M2.pdf. Acessado em 11/03/2018.

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